Actions of Transfer: Women’s Performance in the Americas – A experiência brasileira

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Are you feminist?

Janeiro 15, 2009 · Deixe um comentário

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CARNE: Paper apresentado pela Kiwi Companhia de Teatro em Los Angeles

Dezembro 2, 2008 · Deixe um comentário

Hi everyone.

It´s hard to express the importance of being here today, not only because of the conexions we’re beginning to stablish but also because of this feeling of taking part at this moment, capable of strengthen resistance against historical inequalities, violence, silence and ignorance. It’s important to say that we are here today fully supported by Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, a special Secretary focused on Women Issues, from Social Development Ministery of Brazilian Federal Government.

I´m Marcia Bechara, actress from Kiwi Theatre Company. I also work as a journalist and writer, and have just started a Master Degree process at University of São Paulo, specifically regarding the Performance as a tool to fight Gender Opression and Violence against women in Latin America.

I’m Fernada Azevedo, actress from Kiwi graduated with a Degree on Theatre at UniRio -Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – and on Theatre and Education at  FPA – Faculdade Paulista de Artes.

Kiwi Theatre Company was founded in 1996 and is now working on a new project approaching gender themes that also researches the conexions between patriarchalism and capitalism. Specially at the last year, our company has came closer to audiences outside theatre rooms and near the borders of the big cities. Our group went out to work with these artists of the borders and the ones deeply connected to urban movements like hip hop, and other marginalized artists, economically or socially. The name of our recent project is “Carne” (“Meat/Flesh”, in English). We will show 10 minutes of a video here, showing some moments of this work in progress.

But, before, it’s important to say that any analysis of Brazilian social parameters shows a very alarming scenario for Brazilian women: lower salaries than men at same functions; all kind of violence, from conjugal rape, rape itself,  to sexual harrassment at work, passing by sexual and passional crimes, sexist violence through publicity and media etc. Well, you know the picture.

With “Carne”  we want to discuss, through specific forms of art, the gender universe, specially highlighting material and simbolic forms of women opression. As you will see, the interpretation is deeply marked by a critical point of view, indicating the possibility of theatrical reflexion over non-dramatic materials, that come from social massive considerations and not only about psicological individualities.

Let’s see the video.

(VIDEO)

In Carne, more than a play we work with a script (partiture?) of actions. It’s much more a scenic piece than a literary text, bien fait.

The first scene brings reflexions from French historical researcher Michelle Perrot regarding women’s traditional role at public and private spaces and functions, along time. The second scene, called “Mirror”, or “Espelho”, in Portuguese, shows a demonstration of objects traditionally known as feminine. In the next scene, actresses says oficcial statistics of violence against women in Brazil. Next, Fernanda reads a very small piece of Austrian Nobel winner, Elfriede Jelinek. Then, the “Unbereable Bitch” Scene brings the performers exercising and, finally, a scene where the traditional machist Bible themes of guilt and redemption, so strong in our culture, appears with music, inside a critical view.

To end our presentation, I’m glad to call my partner, Fernanda Azevedo, that will say a pray from Maria Galindo and Mujeres Creando, directly from La Paz, Bolivia.

Thank you all, it has been a pleasure.

Oración a Nuestra Señora de los DeseosVirgen de los Deseos, amante de la vida,
hermana de los sueños e hija de la esperanza,
protégenos a todas nosotras
negras, morenas y blancas;
indias, putas y lesbianas;
y haz brotar desde la tierra las ilusiones necesarias
para que sigamos luchando.

Líbranos de racistas, homofóbicos, corruptos,
machistas y clasistas;
también de predicadores y curas hipócritas
para que nuestras hermanas pobres de rebeldía
vuelvan a soñar y en ellas se siembre la alegría.

Protégenos de los dioses que quieren imponernos
para que no nos priven de probar la tentación de
ser libres.

Haz que no falte el pan en nuestra casa,
que tampoco falte la miel que endulza nuestros días
y el vino que acopaña nuestras fiestas,
para que cada día celebremos por la vida,
por el amor, la ternura y las esperanzas.

No te olvides Virgen Nuestra
de todas nuestras hermanas, madres y abuelas
que yacen en tu vientre (la tierra),
para que con toda tu sabiduría
aprendamos a amarnos las unas a las otras
tanto como tú nos amas Virgen amante y amiga.

Haz que creamos en nosotras mismas
y que la desobediencia lata en los corazones de
todas las niñas
para que este deseo de ser felices se renueve cada día
en todas las que vienen y vendrán, por siempre…

Amén

http://mujerescreando.org/

(Por Márcia Bechara)

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Los Angeles

Novembro 27, 2008 · Deixe um comentário

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“the wind is my audience”

Novembro 22, 2008 · Deixe um comentário

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(painelistas e mediadora do segundo dia. acima, atrizes da kiwi companhia de teatro apresentam trecho de “carne”, em performance interativa ao vivo com vários artistas de vários pontos do planeta)

a frase do título foi retirada do texto da performance “pageantry”, de denise uyehara, uma visita comovente ao universo das bailarinas orientais marginalizadas nos estados unidos pós-pearl harbor. o trabalho abriu a programação do segundo dia do seminário aqui em los angeles e semeou um debate interessante. (todas as performances são seguidas de breves bate-papos com as artistas, sempre mediados por uma scholar).

é interessante notar como a idéia tradicional de “figurino” está sendo deixada para trás, perdendo lugar para as roupas comuns do dia-a-dia das performers, um avanço estético interessante para atrizes que desejam falar sobre seu próprio tempo, ainda que inspiradas por acontecimentos do deep time, de outros tempos ao longo do tempo. ( a idéia obsoleta de figurino que mencionei acima não descarta, claro, alegorias, atributos e outros argumentos cênicos interessantes para a cena).

em pageantry, é interessante também a fusão de músicas de acento oriental com uma série de temas musicais “alegres” dos anos 50, daquela hollywood festiva do pós-guerra, uma ironia cênica que ressalta a marginalização sofrida pelas dançarinas retratadas por denise. as performers trouxeram à luz da cena temas como a “erased memory” (memória apagada), o entendimento e a antropofagia de um “asian body” (corpo asiático) e seus significantes e significados.

em “la bruja monja” (the demon’s nun), as incríveis mulheres mexicanas da fortaleza maya, de chiapas, mostraram um trabalho que, se por um lado ainda permanece ancorado em formas tradicionais de representação e interpretação, supera-se e surpreende pela força política intrínseca de seus temas, que surgem durante a encenação como socos na cara da platéia: o abuso sexual de mulheres, o alcoolismo masculino, a “venda” de mulheres, a hipocrisia da igreja católica, o analfabetismo das populações femininas.

um dos pontos importantes levantados pelas atrizes (campesinas) de FOMMA (fortaleza de la mujer maya), petrona de la cruz e isabel juárez espinoza, foi o fato do trabalho delas desmistificar a crença (preconceituosa) de que um indígena (native) não poderia atuar, muito presente no méxico  (e outros países, por que não?).

logo após o almoço, um painel reuniu duas brasileiras (radicadas nos estados unidos), carla melo e cristina rosa que trouxeram uma brasilidade crítica em seus papers, respectivamente “trans-latinas and the tropical -grotesque seductions of tutti-frutti hats and flaming hearts” (waw) and “what can this baiana do?”.

carla fez uma apresentação extremamente bem-humorada, vestida de carmem-miranda (figura central em sua pesquisa), rompendo com cânones formais de apresentação acadêmica o que nós, brasileiras, adoramos. cristina e carla desconstroem com habilidades personas muito conhecidas do tema “brasilidade”, como carmem miranda e a noção de “baiana”, ao longo do tempo, para construírem uma avaliação crítica do olhar do estrangeiro sobre estas “personagens” e conteúdos.

ainda tivemos leo cabranes-grant, de cuba, falando sobre “re-possessed island: santeria, gender and performance in revolutionary cuba” e karen jaime, apresentando o paper “lookink lovelier and lighter: celena glenn as black cracker”.

ao final do dia, uma performance interativa ao vivo no saguão de uma das alas da universidade reuniu artistas de várias partes do mundo, performando e interagindo de maneiras variadas. fernanda azevedo e márcia bechara, da kiwi cia de teatro, mostraram numa performance filmada e transmitida ao vivo um trecho de seu trabalho, “carne”. daniele ricieri e maysa lepique, do grupo Atuadoras, fizeram sua performance “Cochicho” no local, interagindo com o público presente.

(Por Márcia Bechara)

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Sangue en el deserto

Novembro 21, 2008 · 1 Comentário

Estupros e mutilações de meninas e moças mexicanas na froteira com os Estados Unidos: feminicídio de Juarez. Mais de 300 mulheres foram assassinadas durante dos últimos 11 anos na Cidad Juarez, Chihuahua, na fornteira norte do México.

Segundo a pesquisadora Rita Laura Segato em ensaio para a Revista Estudos Feministas:

“Em todos esses anos, as autoridades apresentaram somente uns poucos suspeitos, sem nunca conseguir convencer a opinião pública de sua culpabilidade. Impunidade e proteção dos assassinos são evidentes tanto para a opinião pública local como para os observadores internacionais. Sugiro que o que é escrito no corpo das mulheres brutalmente assassinadas é a assinatura de um poder local e regional que também conta com tentáculos nacionais. Esses atos de violência aparentemente irracional enunciam, para além de qualquer dúvida, o poder discricionário de seus perpetradores e o controle que eles detêm sobre pessoas e recursos de seu território, selando e reforçando com isso um pacto de fraternidade”.


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“mira mi rosto, mira mi corazón”

Novembro 21, 2008 · Deixe um comentário

identidades transacionais, deep time, a ocupação como reinvenção, temporal gesture, impersonation, imaginação hemisférica, diáspora, mujeres, universo queer, hermafroditas, latinas, índias, translatinas, américa. quem é você neste represamento de intenções? onde você se encontra, onde você pode se perder para se reinventar?

não é que los angeles comporta esta diversidade de imaginários? este país de nacionalidade múltipla e mestiça que é a califórnia, sim, a califórnia, minhas amigas, parece um país. um país complexo, rico, mestiço e transnacional como o próprio brasil. não é à tôa que este seminário “actions of transfer” pudesse acontecer aqui.

a sensação que temos como participantes deste seminário é de estarmos temporariamente habitando um deles lugares utópicos, cheios de possibilidades, tão presentes no imaginário dos grandes filosófos e escritores. ou uma autêntica “taz” – uma zona autônoma temporária, do hakim bey. pois é.

o primeiro dia teve como keynote speaker de abertura alicia gaspar de alba, uma poderosa e vívida escritora, cuja prosa poética aborda o terror das mulheres perseguidas ao longo de gerações. as  450 mexicanas pobres de juaréz, o terror de joana ines de la cruz… novelista premiada e professora da universidade da califórnia – ucla -, alicia trouxe a apresentação “of witch hunts and other furies” – “sobre la caza de brujas y outras furias”. foi impossível não se emocionar com o discurso poético da narrativa de alicia, denso, sofisticado e tão doloroso.

na seqüencia, a excelente jill lane abordou a questão das “hemispheric imaginations”. jill confronta a tradicional idéia de américa-latina como um conceito naive, se desconectado de sua complexidade e realidade histórica. lane desconstrói o tradicional conceito de américa latina (que, segundo ela, traz embutida a “racial domination” e outros ranços) e em seu lugar propõe possibilidades como:

* “america as a practice, not a a place” (américa como uma prática, não um lugar)

* “deep time” (o tempo além das medidas do tempo, conflicting temporalities)

* temporalidades múltiplas

* ocupação (o conceito de occupation – a ocupação de um corpo, historicidade, tempo, etnia, gênero como reinvenção deste lugar, seja como crítica, identificação etc)

jill lane, keynote speaker do instituto hemisférico, trouxe ainda como ilustração o trabalho do ótimo bruce yonemoto (“north, south, eats, west”, com uma reinterpretação de fotografias de soldados da guerra civil americana).

a programação continuou com ricardo dominguez, professora da ucla san diego, que apresentou o painel “transborders disturbances: from dislocations\relocations to new orientations”. com proposições transgressores e muito bem-humoradas, ricardo, uma espécie de gênio de sistemas de informação, propõe intervenções hackers maravilhosas, como uma programa\software que ajuda imigrantes mexicanos a detectarem radares e perigos para cruzar ilegalmente a fronteira; um programa que invade portais e sites reacionários americanos (como o site da imigração, tradição & família americana etc) e os derruba, colocando os mesmos temporariamente fora do ar, entre outros. ricardo dominguez destaca a importância de locais institucionais como a ucla apoiarem pela primeira vez uma ação deste tipo.

finalmente, fechando as apresentações dos keynote speakers, sandra richards fez uma apresentação inspiradora com o nome “african diaspora drama in the americas”. nela, sandra discute os limites e referências da dramaturgia surgida de autoras e autores oriundos da diáspora africana, identificando estes herdeiros como aqueles que:

* têm uma ligação com uma terra natal ou imaginária

* mantêm uma coexistência com seu grupo por pelo menos duas gerações

*possuem uma autoconsciência de participar de um grupo etnoracial.

sandra aborda temas como heranças coloniais, santeria, orixás, a perseguição às mulheres e homens negros, o chamado “repertoire” (repertório) da opressão.

ainda haveria muito o que se falar das painelistas seguintes, das performers americanas (jovens, maduras, técnicas, expressivas, conscientes) que se apresentaram para nosso deleite durante o dia de ontem e as magníficas mexicanas jesusa rodriguez & liliana rodriguez, verdadeiras estrelas da performance de gênero, recebidas com palmas pela platéia do seminário: um casal lésbico que vive junto há 28 anos e que hoje produz um material cênico considerado revolucionário, transgressor, perigoso, forte, impactante, crítico.

a dupla apresentou o trabalho (la soldadera autógena), uma crítica hilária ao machismo mexicano, à incompreensão causada pela diversidade de gêneros, à dificuldade de absorção e compreensão da diversidade causada pelo embotamento do nacionalismo fake mexicano, pela tacanhez de espírito de certos cidadãos (algo em comum com o brasil, garotas?) e outros temas. o delicioso piano de liliana e suas canções iconoclastas tomaram conta do auditório.

por enquanto, é isso. corremos agora para acompanhar o segundo dia, que já começa quente, fiervendo, a-ha!

dentro em breve, mais notícias.

(Por Márcia Bechara)

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carta convite UCLA

Novembro 16, 2008 · Deixe um comentário

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Actions of Transfer: Women’s Performance in the Americas

Novembro 16, 2008 · Deixe um comentário

The objective of this event is to create new strategies for understanding performance as a means of social change. This four-day event will include performances and invited speakers both at UCLA and LATC, along with panel discussions and workshops. It brings together women performers/activists from throughout the Americas and scholars who think about performance as a mode of embodied transmission and social intervention. It offers performers the unique opportunity to share creative work and activist strategies for audience development (both on the local and national level), for depicting oppressive modalities and rehearsing conditions of hope as they promote social change. Scholars whose research encompasses performance studies, new media, and transnational critique will likewise convene a discussion with the artists and with one another around strategies for social and aesthetic change.

This inaugural event that cements UCLA’s long term commitment of participation and exchange with the Hemispheric Institute of Performance and Politics. This proposal represents a cementing of relationships between UCLA and the Hemispheric Institute. Sue-Ellen Case, Professor of Theater and Director of the Center for Performance Studies at UCLA will act as the Principal Investigator. Diana Taylor, director of the Hemispheric Institute at NYU will co-direct. Collaborators at UCLA include: Jose Luis Valenzuela, the Director of LATC and Professor of Theater at UCLA; Chon Noriega, Professor of Critical Studies and Associate Director of the UCLA Chicano Studies Research Center; Susan Leigh Foster, Professor of World Arts and Culture; and Judy Baca, Professor of Chicana and Chicano Studies.

Some of the invited speakers at the event will be Jill Lane, Assistant Professor of Spanish and Portuguese at NYU, Assistant Director of the Hemispheric Institute; Alicia Arrizon, Professor and Chair of Women’s Studies, College of Humanities, Arts, and Social Sciences at UC Riverside to discuss her work on Chicana and Latina performance and mestisaje; Leo Cabranes-Grant, Associate Professor in the Department of Theater and Dance and the Department of Spanish and Portuguese at UC Santa Barbara to discuss his work on Caribbean Performance; and Ricardo Dominguez, Assistant Professor of Visual Arts at UC San Diego to electronic activism around the U.S.-Mexico border.

Artists who will be performing and leading panels include Jesusa Rodriguez and Liliana Felipe, Mexico City; Luisa Calcumil, Patagonia; Mujeres creando, Bolivia, FOMMA, a Mayan Womens’ Collective from Chiapas; a First Nation dancer from Vancouver, Canada, and two local groups. We will also rent spaces for performances and symposia at UCLA and LATC (Los Angeles Theater Company).

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Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

Novembro 16, 2008 · Deixe um comentário

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A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres estabelece políticas públicas que contribuem para a melhoria da vida de todas as brasileiras e que reafirmam o compromisso do Governo Federal com as mulheres do país.

Percorrendo uma trajetória transversal em todo o governo federal, de modo a estabelecer parcerias com diversas instâncias governamentais, a SPM enfrenta as desigualdades e diferenças sociais, raciais, sexuais, étnicas e das mulheres deficientes.

A SPM trabalha com as mulheres, para as mulheres e pelas mulheres.

A Secretaria foi criada através da Medida Provisória 103 (veja a íntegra no rodapé da página), no primeiro dia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para desenvolver ações conjuntas com todos os Ministérios e Secretarias Especiais, tendo como desafio a incorporação das especificidades das mulheres nas políticas públicas e o estabelecimento das condições necessárias para a sua plena cidadania.

http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/

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texto sobre KIWI

Novembro 16, 2008 · Deixe um comentário

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