O trabalho de Sue-Ellen Case, curadora do seminário, a grosso modo, consiste em aplicar a Queer Teory à performance feminista. Para Sue-Ellen a construção da identidade de gênero já é em si uma ação performática. Quando aprendemos como devem ser os gestos de uma mulher e de um homem, aprendemos a performace desempenhada coletivamente por estes gêneros. Por causa disso, desnaturalizamos o que é ser homem e mulher e podemos constatar que, por se tratar de uma construção cultural e histórica, podemos criar e propor novas partituras de comportamento. Além, é claro, de percebemos com tranqüilidade as pessoas, talvez a grande maioria, que mora justamente nas fronteiras deste esquema binário que é o gênero feminino e masculino.
Somos sujeitos sociais habitantes da fronteira.
Por Daniele Ricieri
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